Uma menina. Não, uma mulher. Mistura de deusa com rainha, domina
qualquer império se deixar. Provida de poderes na voz, levanta até
defunto de tão doce. Tem um ego gigante, inflado, desses que precisam
ser paparicados com hora extra. Me disseram que é sensível, e que isso
já é meio caminho andado. Mas esqueceram de avisar que é um caminho sem
asfalto, tem que sentir cada pedrinha embaixo do pé sem tirá-las. Mas é
um caminho repleto de paisagens, dessas que te distraem a ponto de
querer comprar todos os bilhetes pra ver esse filme de novo. Até esquece
das pedras, tão pequenas quando se passa em câmera lenta o sorriso.
Olhos brilhantes e pele macia, coberta por algo que transborda do céu.
Convicente. Pode ter 4 revistas de seu ídolo, uma coleção de chaveiros e
fingir se bastar, mas ela tem medo de ficar só. Ela tem medo. Tem
coragem pela metade. O céu se inclina se debruçando no seu ombro
derramando aquilo que dele transborda. E ela? não resiste ao amor.
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