Gosto muito do meu mundinho aqui pra ter que dividir ele com qualquer
pessoa. Gosto do meu desarrumado, do meu estranho e inesperado jeito de
ser. Se você não provocar qualquer reação em mim, nem espere retorno,
não sou movida a teorias, gosto de práticas. Não diga, faça. Gosto de
conforto, mas perigo também é reconfortante as vezes. Do que adianta
pular um muro sem furar o braço ? O que vai ter pra contar ? Como vai
provar que pulou ? Me provoque, não tenho medo de muros altos, muito
pelo contrário, o que mais gosto de fazer é tentar destruí-los. Sou do
tipo que corre atrás, se gosto. Se não vou, já sabe. Aliás, eu também
quero que venham atrás de mim, eu gosto, preciso de vez em nunca. Dizem
que o silêncio se hospeda onde não há palavras, mas não pela falta
delas, e sim justamente pela fartura, por serem tantas que se
atropelariam umas nas outras se tentassem sair todas ao mesmo tempo. Não
me julgue pelo silêncio, que na verdade não é silêncio, é essa
abundância de não saber como falar, é mais sentir do que dizer, se você
sente, então não precisa que eu explique.
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