sábado, 25 de fevereiro de 2012
Eu juro que não. Eu nego. Com a boca, digo não. Hoje, não. Negativo. Agora não. Não dá mais. Não pode ser. Não. Nem pensar. Não, eu disse. Porque não. Não, não e não. Repassando - não. Não, mas obrigado. Quando digo não é não. Pela última vez: não. Aí você abre a porta e tudo muda de figura. Ah, não.
— Gabito Nunes
Eu sei que eu posso querer tanta coisa. E sei que posso fazer mais ainda. Posso acordar amanhã e resolver me mudar, me mandar, acordar com o pé esquerdo, comer yakissoba no café da manhã ou vestir pijama pra sair. Eu posso viajar sem rumo e parar em qualquer lugar que não lembre você. Eu posso, eu posso, eu posso. Mas mesmo assim, mesmo sabendo, a certeza de que vou acordar amanhã te amando ainda mais que hoje ganha de tudo isso, e aí eu fico.
- JB
Não é uma opção, é auto defesa. Me defender dos seus sorrisos e suas caras e bocas não é um crime, é? Porque eu tenho vontade de te abraçar cada vez que você sorri. E quando você chora, meu corpo automaticamente se abre oferecendo espaço aqui dentro querendo te fundir pra sentir o que você ta sentindo. É tão gostoso o jeito como a gente se curte e se ama. É tão saudável quanto comer fruta no café da manhã. Correr no calçadão a tardezinha, tomar uma tacinha de vinho antes de uma refeição. O sangue corre leve, o coração bate facinho. Mas a realidade é tão cruel quanto vilão de filme americano. E uma história com três onde deveriam ser dois, não é opção.
- JB
Eu sei que ele te olha assim. Ele também me olha assim. Olha pra todas assim. É um cafajeste, vagabundo, mulherengo, lindo e cheiroso. Solta aquele sorriso sedutor descontraído do outro lado da rua como aceno e tu logo levanta os dois braços acenando de volta. Porque ele tem o poder de te prender sem mãos e braços, ah aqueles braços. Aqueles braços, pernas, olhos, sorriso, rosto. De onde ele tirou aquele rosto? E aquele jeito engraçado de esquecer tudo? Esquece o celular, a caneta, as chaves, as meias.. E querida, acorda, ele também vai esquecer você.
— JB
— JB
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Tem que dançar charmoso, ser irônico, ser calmo, porém macho (ou seja, não explodir por nada, mas também não calar por tudo). Tem que ser meio artista, mas também ter que saber cuidar dos meus problemas burocráticos. Tem que amar tudo o que eu escrevo e me olhar com aquela cara de: essa mulher é única. — Tati Bernardi
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